Meu celular acendeu. Olhei meio de canto de olho achando que fosse alguma notificação de um jogo qualquer e então eu vi. Estava ali, aceso, estampado, quase em negrito: o teu nome. Você havia respondido o meu email. Eu comecei a tremer, meu coração disparou, tudo começou a ficar preto. Percebi, como sempre, que eu não tenho estruturas quando se trata de você. Você me deixa sem chão, mesmo sem querer.
Corri pra abrir o email no computador, ler na tela imensa, reler, acreditar. Você disse que eu te fascino. E então porque caralhos eu não estou na tua vida? Porque raios você não está aqui, comigo? Não é como se eu não pudesse viver sem você, veja bem, eu vivo e muito bem sem você. Eu percebi isso ao longo de tanto tempo desde que eu vi o teu sorriso pela última vez. O problema é que eu não quero. Eu não admito você não estar ao meu lado. Não ser minha cia no nosso lugar predileto. Não ser quem eu vou segurar a mão quando estiver andando.
Eu não quero ser o teu tudo, e nem quero que você seja o meu. Eu quero que você tenha a tua vida, completa, feliz, realizado. E quero ter tudo isso também. Mas quero poder compartilhar isso com você, todos os dias, seja pelo telefone, em um abraço ou chegando em casa. Quem sabe um dia na “nossa casa”. Mas tudo bem, vai ver existem histórias que (re)começam com um email. Uma resposta. Mas agora eu preciso de atitudes. Eu vou continuar com os meus emails, porque eu sei que você os lê. Eu sei que de alguma forma isso chega até você. Agora está na hora de você chegar. E nem precisa ser de mansinho não. Pode vir com força que eu gosto mesmo é do estrago.
c.e.

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