
talvez ele nem tenha sido o primeiro que me viu, nem me segurou. mas assim que os seus braços me encontraram, eles nunca mais me largaram. não no sentido físico, claro, mas na segurança e no aconchego. eu sempre tive o privilégio de ter em seus braços, pai, o meu refúgio. nada poderia ser tao ruim quando eu estava ali sendo protegido e amado. o teu braço sempre foi o meu lar.
ter um pai, como o meu, é saber que o tempo pode estar nublado lá fora mas sempre haverá um sol aqui dentro, irradiado do seu sorriso quando me vê e pergunta: tudo bem filhão? como você está? e nem é aquela pergunta de elevador não, eu sempre senti a sinceridade na voz e nas palavras daquele que se preocupa de verdade.
ter um pai, como o meu, é lembrar que as noites estão sempre estreladas, mesmo que atrás das nuvens. é saber que alguém sempre vai lutar pela sua felicidade, mesmo que isso às vezes passe por cima da dele. é ver que você importa, é SABER que você importa.
ter um pai, como o meu, é acordar de manhã e sentir que em algum lugar existe um amor tão imenso, que transborda. que enche o copo meio vazio, ou meio cheio, mas com ele nunca estará pela metade. é abraço quente no frio e também no calor. é andar de mãos dadas pelas ruas, seja em Mauá, em São Paulo ou em Paris. porque com ele você se sente o dono do mundo, não importa onde você esteja.
ter um pai, como o meu, é saber levantar depois de cair, é aprender a pedir desculpa, é olhar o outro com carinho, é dedicar a vida para fazer o bem. ah que exemplo que eu tenho! foram, e ainda são tantos anos de amor ao próximo e trabalho abnegado. porque com ele eu aprendi que um sorriso, ou um gosto realizado, não tem preço.
ter um pai, como o meu, é saber que errar é humano e pedir desculpas é humilde. é fechar a porta do carro no dedo, é tropeçar na escada, é engripar uma máquina de sucos em uma conveniência de estrada, é cair da cadeira, ficar preso no cinto de segurança do carro, é perder a carteira mas nunca a dignidade, é se enroscar no poste passeando os cachorros, quebrar os óculos. é sorrir. sorrir pros outros e pra vida.
não há como descrever em palavras a força, a serenidade em meio ao caos, às vezes até irritante, a fala calma, o raciocínio sempre rápido. o brilhantismo na profissão de saber curar as dores físicas e da alma. a sensação de ser filho é às vezes pai. e os inúmeros exemplos de história e de vida. porque com você eu aprendi que as ações valem mais do que as palavras. e nunca conseguiria descrever a tua imensidão mesmo que esse texto tivesse mil capítulos.
não existem palavras, nem versos, nem rimas, que possam explicar a satisfação e o orgulho por ter tido experiência. ah, e que orgulho de ter partilhado essa existência ao seu lado e de tanto ter aprendido, e, espero, ensinado. você foi o meu tutor quando criança, o meu líder quando adolescente e meu exemplo enquanto adulto. você foi e você é, e para sempre será.
obrigado a Deus por ter tido você não só no meu caminho, mas em todos os passos da minha vida. obrigado por dividirmos tanto. obrigado por poder te falar essas palavras em vida, porque tantas vezes pensei que um de nós, não chegaria tão longe. obrigado por ser meu pai, obrigado por ser meu amigo. obrigado, obrigado e obrigado. e vou te agradecer nessa e em todas as minhas existências. obrigado por ter aceitado ser meu pai nessa vida. e que os motivos que nos unam sejam sempre maiores que aqueles que nos separaram. porque nossa ligação não é de DNA, é de alma.
ah, e eu te amo daqui até o infinito. eu te amo do infinito até aqui, pai.
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