Não há volta. Então, é melhor a gente se acostumar com as mudanças.

—  Jogos Vorazes. 


A vida pode se tornar um grande desperdício quando você não aprende com ela. E foi quando ele reclamou que eu não dava mais boa noite que eu percebi uma coisa, tentando, ainda que de maneira meio torta, respondê-lo. Era uma verdade, às vezes eu sumia, acompanhado de outras pessoas por aí. Mas uma lâmpada acendeu enquanto eu tentava explicar, que acompanhado, independente se por um amor, uma paixão efêmera de quarta-feira à noite ou uma grande amiga, eu não gostava de ficar mexendo no celular, na verdade até ignorava-o o máximo possível, porque eu queria viver aquele momento, e momentos passam. Muitas vezes são tão efêmeros que escapam pelos nossos dedos como areia fina na praia com vento. E eu tenho aprendido a viver os momentos, a particularidade de cada uma dessas pequenas brechas no tempo e me dedicado à isso. Não por achar que tudo é infinito, ao contrário, por saber que tudo pode acabar a qualquer instante. Seja uma paixão ou a própria vida. Tantas cosias acabam, a franquia da internet, os créditos do celular, a pizza, e é nisso que eu tenho me focado.

       Me disseram recentemente que eu prometo algo que eu não entrego. Que há uma falsidade velada, nas minhas ações. Inconsciente. Porque, no fundo, eu estou apenas falando aquilo que eu gostaria que fosse real, mas não consigo tornar aquilo real de verdade. Bom, olhando por essa nova perspectiva e pelas últimas experiências, eu acho que finalmente a ilusão e a realidade estão se fundindo como estrelas em colisão, criando uma Supernova que se tornará meu novo eu. Apreciar alguns momentos da vida é como aquela taça de vinho que você toma devagar pra poder saborear cada gole. Você sabe que a garrafa vai acabar. A vida é isso. São esses goles que a gente vai tomando e tentando saborear. Acho que eu cansei de tomar tudo de uma vez. Estou aprendendo a saborear esses momentos pequenos que vão se somando e definindo quem eu sou, porque afinal, somos o somatório das experiências vividas e do nosso meio. Tudo isso que passou pela minha vida, que eu vivi ou apenas passei por inércia, me tornou quem eu sou hoje, e como humano estão em constante transformação. Se eu sou uma estrela em formação, de duas outras que se colidem e explodem, sem dúvidas aproveitar esses momentos como se fosse únicos seja o ponto central de tudo isso. Porque você sabe, às vezes, por mais que a gente não queira, certos momentos realmente são únicos, não pelo modo como acontece, mas pela forma como eles nunca mais se repetem.
c.e.

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