
nos dei um tempo, sabe? não que estivéssemos juntos, muito pelo contrário. mas depois do último “dia”, eu abstraí você da mente. os dias foram passando maravilhosamente bem. claro, não é todo dia que estamos bem, mas enfim, você entendeu. só que daí o mais improvável dessa vida aconteceu. você curtiu algo que foi republicado por alguém. algo.. meu. claro que você sabia, estava a minha foto ali. risos. eu entrei no teu perfil, curti algo. você voltou, curtiu. eu curti de volta. fiquei quieto. esperei. nada. apaguei o teu telefone da agenda, eu não queria cair na besteira de te mandar alguma coisa, imagina? como sempre eu iria atrás? te chamaria pra sair?
bom, sabe qual seria o roteiro? eu te falo: eu ia te mandar mensagem. você diria que estava com saudade. que sente a minha falta e etc. eu ia falar que também e que queria te ver. combinaríamos de sair, nos veríamos, ficaríamos de maneira apaixonada, como sempre, nos falaríamos alguns dias, quase sem parar até chegar um final de semana e tudo voltar a ser como sempre foi. não, obrigado, passou. já foi. repeti isso por meses e meses. cansa, né? mas você sabe que eu sou um imbecil do tipo sem cura. apaguei teu telefone, mas não a memória. e fiz o quê? mandei um fucking email! eu sei que você usa muito por causa do trabalho, é infalível. mandei mas não esperei uma resposta na hora, ela só ia chegar depois. na verdade ela veio pela mesma rede que você curtiu meu post, mas eu só vi agora, dois dias depois. acho que como eu não respondi na hora, você mandou mensagem no meu celular. respondendo a minha pergunta que era só: porque? porque eu ainda te quero, você respondeu. tá, e porquê eu deveria acreditar nisso? honestamente? não. pelo amor de deus. daí você fala: vem dormir aqui comigo. mano… você me manda isso quase às 2h da manhã? quer dizer… além de ser mimado pra caralho, ainda quer reafirmar o quanto você é egoísta e acha que o mundo gira ao teu redor? nem fodendo. via de mão dupla. vem você! não tenho como, você disse. hahahaha uber! aliás você devia mesmo ter pego um uber. ter pego um uber pra ir pra casa do caralho. veio com o papo de que cansou de orgulho, de distância e etc, e fez o quê? sumiu de novo.
desculpa, eu não sou teu cobertor de madrugada fria quando a carência deixa teus pés frios na cama. tá precisando se esquentar? eu tenho álcool e fósforo, vem cá. passei essa fase. fiquei tempo demais ocupado em gostar de você. e quando eu não fui o bastante pra você, veja só, me tornei o bastante pra mim mesmo. então desculpa, pode me procurar o quanto você quiser, mas eu estarei ocupado. e não esquece o que eu falei não: quando se realmente gosta, não tem hora, orgulho, não tem distância. e se você realmente quiser, você sabe exatamente o que fazer. o problema é esse. se você REALMENTE quisesse né? mas você nunca quis, não de verdade. uma pena que você tenha jogado fora mais uma chance de ser algo que não vai ser nunca.
c.e. – 2017
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