
eu sou muito mais produtivo na tristeza. pelo menos pra escrever. claro que quando estou feliz ou em uma fase muito incrível da vida, escrevo sobre como o mundo é maravilhoso. “poliana”, diz minha mãe. ela afirma que eu sempre tenho a tendência de acreditar em um mundo cor de rosa.
mas os dias tristes. aquela coisa melancólica como um véu que cobre o olhar, a falta de cores, isso tudo me inspira a encontrar sentidos. razões. motivos para estar vivo e suportando cada uma das barreiras que são colocadas na nossa frente.
e não há quem possa dizer que não tem problemas na vida. estará mentindo. nenhuma condição financeira ou até de paz de espírito vai te livrar de algumas mazelas da vida. nem do corpo. as angústias nem sempre tem nomes ou boletos. podem chegar de maneira silenciosa e quase desapercebida.
o que me motiva é saber que dias tristes são tão passageiros quanto os dias felizes. nada é eterno a não ser nosso espírito e nossa consciência. tudo é perene, passa, morre, se recicla de alguma forma. “nada se perde, tudo se transforma”, até quando você se perde em si mesmo.
não deixe, assim como eu, que a falta de cores e o véu da melancolia te envolvam de uma forma que você não possa sair. lembre-se que tudo é passageiro na vida. até as dores e os problemas. mas você não. então levanta a cabeça, aproveite o que a tristeza pode te ensinar, mas jamais deixe que ela de sentido a sua vida ou mesmo que te defina.
se tudo é passageiro, que a felicidade um dia seja o motorista.
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