dia 3/365.



é sábado. alguém me falou. eu já me perdi no calendário. todos os dias parecem iguais. e longe de mim reclamar. muito pelo contrário. eu começo a ter a leve percepção de que eu nasci pra isso.

não pra ser vagabundo. não é exatamente nesse sentido. mas eu me sinto mais produtivo, mais presente, mais vivo. claro que vem a pergunta óbvia: quem pode se dar ao luxo de viver assim? eu não. eu sei disso.

os boletos continuam batendo na minha cara como uma esposa ciumenta, exigindo atenção. insistentes. pontuais. impossíveis de ignorar.

a contagem regressiva pra vida voltar ao tal do “normal” continua correndo. eu não posso fingir que esse dia não vai chegar, porque ele já está quase aí. mas que eu ia gostar dessa vida de princesa… eu ia.


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