
esse dia 5 de janeiro, quinto dia do meu diário, foi… dá pra definir? meu deus, foi o caos. tudo fora de lugar. voltar à rotina é igual fazer uma faxina numa casa abandonada por 27 anos. e olha que se passaram só duas semanas.
só que com um detalhe importante: eu fiz muita coisa. coisa demais, inclusive. o problema é que nada disso aparece. é como se todas as tarefas de 2026 tivessem decidido chegar juntas, pontualmente, no meu primeiro dia útil do ano. um mutirão de pendências que ninguém me avisou.
vim pro trabalho achando que ia organizar a semana. inocente. parecia que cada porta que eu abria escondia três problemas novos. eu resolvia um, surgiam quatro. uma hidra administrativa, só que sem espada, sem herói e com prazo.
fiz ligações, respondi mensagens, apaguei incêndios, tomei decisões que ninguém vê e resolvi coisas que, se não fossem resolvidas, virariam problemas gigantes amanhã. no fim do dia, a sensação foi essa: trabalhei como se fosse sexta-feira à noite, mas o relógio insistia em dizer que ainda era segunda.
voltar à rotina é isso. você passa o dia inteiro funcionando no modo contenção de danos e, quando tudo finalmente para, parece que você não saiu do lugar. mas saiu. só não deu tempo de perceber.
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