
se o dia 6 foi pesado, o 7 pareceu uma bomba jogada no meu colo. e não era bem figura de linguagem. eu realmente senti como se tudo explodisse em cima de mim. ainda havia a esperança do dia anterior, mas ela foi sendo soterrada aos poucos. devagar. como quem não tem pressa nenhuma de acabar.
lutar ou correr? é assim que eu me sinto. mas correr nunca foi uma opção pra mim. correr pra onde? tem problemas que não têm cep. eles estão onde você estiver. você me entende? então eu luto. do meu jeito. um problema por vez. uma coisa de cada vez. como quem desarma uma antes de pensar na próxima.
enquanto eu caminho por esse dia torto, eu nem sei mais o que vou encontrar do outro lado. mas eu não vou desistir. eu nem posso. e, se você estiver lendo isso com a sensação de que o mundo também te largou uma bomba nas mãos: respira. só mais um passo. só mais hoje. minha vida já deu guinadas que eu jurava impossíveis, e eu já sobrevivi a coisas bem piores do que a de agora. então, sim, tudo pode mudar de repente.
por hoje, eu vou deixar o sol se pôr. vou deixar os problemas dormirem um pouco. e vou emprestar a minha cabeça pras linhas de um livro qualquer. amanhã o sol nasce de novo, os problemas acordam, e eu acordo também. com a mente um pouco mais limpa. quem sabe, dessa vez, eu ganho pelo menos uma batalha.
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