
o que eu falei? a esperança sempre dá um jeito. a fé sempre vence de alguma forma. nos 45 minutos do segundo tempo, o sol aparece. tímido entre as nuvens, mas já joga um pouco de luz. os problemas, acostumados à escuridão, começam a se esconder, assustados. não ganhei a guerra, mas algumas batalhas começam a ser vencidas.
não é um milagre. não é uma virada épica. é só aquele tipo de melhora que não faz barulho, mas muda o clima. o telefone toca menos. uma resposta chega. uma coisa se resolve. outra para de doer tanto. e, de repente, respirar fica um pouco mais fácil.
aprendi que a esperança não costuma entrar pela porta da frente. ela aparece pela fresta. pela insistência. pelo cansaço que, mesmo grande, ainda permite mais um passo. e talvez seja isso: continuar andando mesmo sem saber exatamente pra onde.
hoje eu sigo assim. atento aos pequenos sinais. grato pelas batalhas vencidas. consciente das que ainda virão. o sol não ficou o dia inteiro, mas passou. e, por hoje, isso já muda tudo.
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