
o dia 9 amanheceu diferente. não porque os problemas desapareceram, mas porque, pela primeira vez em dias, eles não foram a primeira coisa em que eu pensei ao abrir os olhos.
no dia anterior, algumas soluções começaram a aparecer. nada milagroso, nada fácil. mas o suficiente pra dar respiro. acordei em ilhabela, sol forte, calor daqueles que abraçam o corpo. o clima que eu amo. e mesmo ali, longe fisicamente, eu trabalhei o dia inteiro. da praia. do celular. do notebook. e, curiosamente, tudo foi se resolvendo. uma coisa atrás da outra. como se o mundo tivesse decidido colaborar.
tudo deu certo. não sem esforço, não sem cansaço, mas deu. e isso me devolveu algo importante: esperança real pra segunda-feira. daquela que não vem de frase bonita, mas de experiência vivida. talvez as coisas estejam, finalmente, entrando no eixo.
entre uma mensagem e outra, a vida acontecia. café da manhã demorado, conversa solta, risadas sem pressa. depois, mar. sol na pele. silêncio bom. à noite, água fria, amigos, descanso. nada grandioso. só suficiente.
engraçado pensar que, enquanto eu estava ali, mauá enfrentava um dilúvio no fim da tarde. o céu desabando. talvez simbólico. talvez necessário. como se a tempestade tivesse ficado pra trás. ou como se estivesse lavando o que precisava ser lavado.
os problemas não sumiram. eles ainda existem. mas hoje eu aprendi uma coisa importante: às vezes dá pra trabalhar, resolver, lutar — e ainda assim viver. e isso deixou meu fim de semana mais leve. e meu coração também.
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