
me tirar do sério tem sido realmente cada vez mais difícil. não que eu tenha atingido algum tipo de nirvana existencial. muito pelo contrário, minha mente continua caótica. mas eu tenho aprendido, a cada dia que passa, que existem coisas que estão além do meu controle.
o dia foi o típico dia ok. nem pra um lado e nem pro outro. mas choveu. torrencialmente. o que até então você pode pensar: ontem também, qual a diferença? bom, a diferença é que dessa vez choveu dentro da minha casa. e não foi pouco. choveu basicamente em todos os cômodos. até na minha cama. lugares onde nunca haviam chovido antes. o caos havia se instaurado.
quando eu cheguei do trabalho era uma profusão de baldes, panos, toalhas e móveis fora do lugar. coisas que poderiam muito bem ter arruinado a pouca saúde mental que ainda me resta. claro que a gente se chateia com esse tipo de situação. ninguém fica plenamente zen vendo a própria casa virar um improviso hidráulico. mas havia como consertar o problema? naquele momento? não. o caos vinha do telhado e eu não sou o homem-aranha.
aceitei o que dava. lembrei do estoicismo e de como precisamos, às vezes, só respirar e entender que nem tudo está no nosso controle. dormi no quarto de hóspedes com três cachorros, o marido no outro quarto com outros dois cachorros, fazendo um revezamento em meio às goteiras. afinal, eu sei que nada é tão ruim que não possa piorar. e muito. então eu decidi só agradecer o que ainda estava inteiro e seco. o resto? ah, amanhã eu resolvo.
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