dia 17/365.



o sábado é meu grito de liberdade. eu nem sei explicar direito as sensações. pra se ter ideia, enquanto durante a semana eu quase tomo tapa na cara do despertador, no sábado eu acordo sozinho. cedo. disposto. animado. pronto pra tomar café e fazer o que qualquer pessoa normal e sã faria: voltar a dormir.

sábados têm esse poder curioso de reorganizar a vida sem fazer esforço. as coisas parecem menos urgentes. os problemas ficam mais educados. não somem, claro, mas esperam. e isso já ajuda bastante.

aprendi hoje que não adianta desespero. não adianta antecipar tragédia. depois de dois dias de caos, o john subiu no telhado, resolveu tudo o que precisava ser resolvido, e pronto. acabou. choveu de novo, forte, torrencial, e não caiu uma gota dentro de casa. nem uma goteira. nem um balde. casa seca.

fica a lição, mais uma vez: as coisas se resolvem. e quase nunca no nosso tempo. mas no tempo certo. a gente sofre antes, sofre durante e, no fim, descobre que talvez pudesse ter sofrido menos.

terminei o dia fazendo algo simples, quase terapêutico. cozinhei. comi bem. sentei. respirei. nada extraordinário. mas profundamente satisfatório.

o sábado é isso. não é sobre grandes planos. é sobre sentir que, por algumas horas, a vida não está correndo atrás de você. e hoje, sinceramente, isso já foi mais do que suficiente.


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