
é bom quando as coisas dão certo, né? sei lá, a gente parece que dá uma respirada. o peito abre, a mente descansa um pouco. não vou dizer que eu relaxo, porque isso seria demais pra minha mente agitada, mas tudo fica um pouco menos caótico dentro da minha cabeça.
mas tudo são rosas? nunca. tive que ir ao banco. caixa econômica federal. o pesadelo de muitos brasileiros. e eu, como um bom brasileiro, precisei ir até lá. e quando eu digo que a caixa é um pesadelo… bom… eu não acho que seja pela caixa em si. veja, o banco não é o maior dos problemas, na minha opinião. são as pessoas. pelo menos quando falamos em atendimento.
eu fui só retirar um valor de um serviço eletrônico. e ressalto bem essa parte: eletrônico. daqueles que o comprovante você baixa no celular com direito a QRCode. mas a desaplaudida que me atendeu queria que eu saísse da agência para ir (só deus e ela sabem onde) para imprimir os documentos. veja, eu já estava me sentindo um egípcio tendo de ir a uma agência bancária, agora precisar imprimir documentos era o fim da linha. e o que eu fiz? claro, o que qualquer pessoa sã e medicada faria. bati boca.
eu não me orgulho das minhas atitudes. ainda que eu tenha mantido uma certa classe, mas gostaria de repetir parte do diálogo:
– moça… o serviço é todo digital, com QRCode, não havia nenhuma indicação de que seria necessária a impressão de documentos.
– mas o senhor precisa ter todos os documentos impressos, então o senhor precisa ir aqui próximo para imprimir.
– a senhora não tem… uma impressora na agência?
ela já começou a erguer a sobrancelha e levantar o tom.
– e como você vai fazer pra me enviar esses documentos?
– é só eu te enviar por e-mail.
– eu não tenho e-mail.
– a senhora não tem e-mail?! – eu levantei um pouco a voz, mas em minha defesa eu juro que foi por espanto. – moça, quando a minha mãe abriu uma conta na caixa, nós enviamos todos os documentos via e-mail para o gerente que fez a impressão na hora. não é possível que você não tenha um e-mail que eu possa enviar e fazer a impressão na agência!
– o senhor pode sentar e aguardar ali.
alguns minutos depois ela volta com um papel, com um e-mail anotado e diz: vou abrir uma exceção pra você, pode enviar nesse e-mail.
todo mundo que estava na agência me apoiou no momento em que ela se ausentou, porque ficou evidente que era má vontade da desquerida. entende o ponto? o problema com atendimento, talvez no geral, seja a má vontade. é empurrar para o outro, o trabalho que quem atende, não quer ter. agora imagina quantas pessoas não se calam? não saem da agência e procuram um lugar onde imprimir documentos e comprovantes digitais pra evitar que ela simplesmente faça um trabalho decente? quantos idosos não saem daquele lugar e precisam da assistência de alguém da família para ter direitos que muitas vezes são básicos?
não é fazer barraco ou bater boca, é exigir o que é nosso por direito. é exigir que as pessoas façam o trabalho e não um favor. nada na vida é de graça, aprenda isso. quando os bons se calam, os maus vencem. e hoje, terça feira, 27 de janeiro de 2026, quem ganhou fui eu.
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