dia 32/365.



meu primeiro pensamento do dia foi: vocês juram que janeiro realmente acabou? é sério? não é uma pegadinha? porque eu nunca tinha visto um mês demorar mais do que agosto. eu estava quase escrevendo no diário: querido diário, hoje, 78 de janeiro. e não era só impressão minha, não. era de todo mundo.

o que aconteceu? eu já estava preparado pra uma festa de virada de anOPS, quer dizer, de mês. jurando que seria algo tipo um réveillon parte dois. mas janeiro parecia uma espécie de arapuca temporal. ele simplesmente não passava.

tem algo errado com o tempo. ou com a forma como a gente percebe a passagem dele. o ano parece voar, mas alguns meses se arrastam como se quisessem testar nossa paciência. a gente espera o fim, conta os dias, reclama, e quando percebe… já está reclamando de outra coisa.

eu li recentemente que, conforme vamos envelhecendo, vivemos menos experiências pela primeira vez. e, por isso, registramos menos memórias marcantes. o tempo, então, parece correr mais rápido. talvez seja isso. ou talvez seja só cansaço mesmo. excesso de informação. de telas. de tudo.

no fim, janeiro acabou. como tudo acaba. mesmo quando parece que não vai. e talvez o problema não seja o tempo. talvez seja a forma como a gente o atravessa, sempre com pressa, sempre esperando a próxima virada.

hoje, eu só aceitei que o mês terminou. sem festa. sem contagem regressiva. só terminou. e, com ele, eu me despedi de várias coisas, mesmo sem querer. porque tudo também acaba, mesmo quando a gente não quer. no fim, a gente só precisa estar em paz com despedidas. seja de janeiro ou de finais de semana.


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