dia 34/365.



eu não prometi que hoje seria melhor. ninguém pode prometer. o mau humor deu lugar a uma enxaqueca daquelas que dá vontade de bater a cabeça na parede. como se isso ajudasse em alguma coisa. não ajuda. eu já tentei.

tomei remédio. melhorou. vida que segue. mas ela nunca me larga. parece aqueles namorados ciumentos, meio obsessivos. voltou no fim do dia. e não teve grande lição. é dor. simples assim.

mas nada me impede de escrever. a dor está na cabeça, não nos dedos. e mesmo com os pensamentos turvos, é como se uma chave desligasse e outra ligasse. estranho, mas acontece.

o que eu tiro disso é quase autoexplicativo. sempre existe algo bom em tudo. absolutamente tudo. a gente pode não ver na hora, mas existe.

eu, por exemplo, consigo ser produtivo na dor. em crise de enxaqueca, tenho ideias absurdas. absurdas no sentido literal. ideias que eu jamais teria se estivesse normal. preciso anotar, porque elas não se repetem.

já me perguntei se isso era efeito da dor ou dos remédios. fiz o teste. era a dor.

entende o ponto? se você tem fé, então acredita nisso: nada acontece sem ensinar alguma coisa. porque se não ensina, então o deus que criou tudo isso é só sádico e cruel. e eu me recuso a acreditar nisso.

procura. você encontra. sempre tem uma lição. e se não aprender, a vida repete. quantas vezes forem necessárias.

agora, a pergunta que fica é outra: o que eu ainda não aprendi com a enxaqueca? talvez a lição seja justamente essa. trazer algo que a vida comum não consegue.

o mundo é complexo. mas vocês não fazem ideia de como é a minha mente.


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