dia 36/365.



eu sei. eu consigo ir de zero a dez numa velocidade absurda. e talvez meus dias sejam exatamente isso. um dia com uma enxaqueca braba. depois um dia de produtividade suspeita. e depois um dia… normal. uma quinta de decisões, eu diria. mas, no geral, foi um dia bom. desses que não chamam atenção, mas também não pesam.

agora, um ponto importante aqui. eu me cobro. e não é pouco. não é daquele jeito saudável que te empurra pra frente. é além do razoável. é como se eu precisasse acertar tudo sempre. no trabalho, fora dele, em silêncio, em público. não importa o cenário. a cobrança vai junto.

o problema é que essa perfeição não existe. nunca existiu. e mesmo assim eu ajo como se fosse alcançável, como se estivesse logo ali, a uma decisão certa de distância. isso cansa. cansa mais do que errar.

e o mais curioso é perceber que eu não sou o único pior carrasco de mim mesmo. a gente se pune por coisas que ninguém mais está cobrando. se julga por erros que já passaram. se cobra por versões ideais que só existem na própria cabeça.

talvez hoje tenha sido um dia bom justamente por isso. não porque tudo saiu perfeito, mas porque saiu. porque eu fiz. porque eu segui mesmo sem atingir esse padrão impossível que eu inventei pra mim.

não é libertador. ainda não. mas é um começo. e é nisso que eu preciso focar: um dia por vez.


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