
eu acordei atrasado. mas não foi pouco atrasado. foi tipo acordar vinte minutos depois do horário em que eu deveria estar saindo de casa. isso não seria um problema, tecnicamente, porque eu não sou CLT. porém tem uma pessoa que discorda disso. ela é minha chefe. eu moro com ela. ela vai comigo pro trabalho. eu a chamo de mãe. pronto, o caos estava pronto antes mesmo de eu tomar um gole de café.
foi o típico dia em que eu tomo um banho correndo e passo o caminho pensando se eu passei desodorante ou não, enquanto escuto notícias desanimadoras no rádio. por que eu quero? não, porque eu sou obrigado a escutar. mas mãe é mãe, né? você vai contrariar? eu prefiro não, na maioria das vezes. porque nem sempre eu aguento também.
mas o problema maior é que eu ainda estou na fase de adaptação dos remédios novos. e acho que um em particular não bateu exatamente, ele me espancou. aí soma: acordei atrasado sem saber exatamente o dia da semana + o remédio que já me deixa meio atordoado + segunda-feira. pronto. a receita do caos está pronta, é só servir.
passei o dia entre dormir sentado ou tremer igual um pinscher de tanto café. escolhi a segunda opção, claro. eu não sou uma pessoa responsável. eu preciso da supervisão de um adulto, sempre, pra não fazer besteira. e o problema é justamente esse: nem sempre tem um adulto disponível.
no fim eu sobrevivi. como deu. tremendo, aguentando, tentando não piscar por mais de três segundos pra não dormir, parecendo um rádio fora de estação. mas sobrevivi. e, considerando todas as variáveis, eu acho que foi um excelente resultado.
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