
eu fui.
atrasado, claro. algumas horas depois do planejado, porque eu me predispus a sair em um horário específico e acabei dormindo além do previsto. o marido também. e quando eu vi que ele ainda estava dormindo, aquilo foi praticamente uma autorização divina.
o despertador tocou. eu olhei pro lado. ele não acordou. pensei: ok. então eu também posso dormir mais um pouco.
porque existe uma coisa sobre mim que é meio constrangedora de admitir: eu morro de medo de decepcionar as pessoas. ou de brigarem comigo. então, se ele não levantou, eu também não precisava ser o adulto responsável da situação.
no fim, levantamos. arrumamos tudo meio correndo, meio sem pressa, que é uma categoria muito específica de movimento. saímos.
a viagem foi boa. um pouco de trânsito, mas tranquila. fui trabalhando no caminho. e isso me deixou mais calmo, porque eu tinha conseguido organizar as coisas antes. quando eu consigo organizar, eu viro quase uma pessoa equilibrada.
nem tudo estava saindo exatamente como o previsto no trabalho. algumas coisas escapavam do roteiro. mas eu fiz o que dava pra fazer. o resto, eu entreguei pra fé. não aquela fé performática. aquela fé prática mesmo, de quem pensa: vai dar certo de algum jeito.
e deu.
os planos mudaram no meio do caminho. eu fui dormir em um lugar que não era o planejado. e quer saber? foi a melhor coisa que poderia ter acontecido.
mas isso eu conto depois.
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