
lembra que eu falei esses dias que era melhor agradecer baixo quando alguma coisa dava certo? porque se a gente agradece alto demais a vida aparece e fala segura aqui meu espetinho e minha caipirinha que eu vou te mostrar um negocinho? então. aparentemente eu fui ouvido.
acordei sexta-feira com a sensação de que alguém tinha apertado o botão do modo “tiro, porrada e bomba” da existência. meu dia foi um caos. daqueles dias que fazem você parar no meio da rotina e começar a reavaliar absolutamente tudo o que você anda fazendo da vida. se vale a pena continuar fazendo o que você faz, se você tomou todas as decisões erradas possíveis ou se talvez fosse mais inteligente largar tudo de uma vez e virar um hippie vendendo miçanga na praia ou lanche natural.
apesar de que, pensando bem, eu não teria vocação para nenhuma dessas duas carreiras alternativas. eu não sei fazer pulseira, não como lanche natural e areia me dá alergia. mas acho que o espírito da coisa dá pra entender.
apesar de todos os problemas tentando me empurrar de um precipício, não é uma metáfora hipotética, mas me fugiu a palavra certa, eu ainda tive um momento bom no meio do dia. o casal da praia, a roberta e o fábio, apareceram de surpresa no meu trabalho. foi aquele tipo de momento que faz você parar por alguns segundos e lembrar que ainda existem coisas que valem a pena na vida. na rotina. nas pessoas. no mundo.
e, de algum jeito que eu também não sei explicar muito bem, eu consegui manter um certo otimismo apesar de tudo. manter a fé. manter a esperança. continuar acreditando que às vezes na vida você precisa dar um passo para trás para conseguir dar dois para frente. fiquei pensando muito nisso e também nas coisas que aconteceram durante a semana inteira.
vi muita gente reclamando da semana nas redes sociais. muita gente falando de mercúrio retrógrado. eu falei que então enfiaram mercúrio no meu cu, porque se todo mundo estava dizendo que matou um leão por dia, eu não enfrentei leão nenhum. eu encarei foi o zoológico inteiro.
mas estou aqui. sem chorar. sem ter largado tudo para ir vender alguma coisa na praia e depois morrer me coçando de alergia. tentando achar algumas coisas boas para me agarrar que não sejam o meu marido, porque se eu apertar mais ele, vai machucar.
hoje é sexta-feira. tudo o que eu podia fazer, eu fiz. e mesmo que os problemas continuem rondando a cabeça, eu vou fazer o meu máximo para ter um final de semana tranquilo. porque na segunda-feira eles vão estar exatamente no mesmo lugar onde eu deixei.
bom… a não ser que eles resolvam procriar. o que convenhamos? já nem me assustaria.
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