Autor: enrico pierro
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dia 17/365.
o sábado é meu grito de liberdade. eu nem sei explicar direito as sensações. pra se ter ideia, enquanto durante a semana eu quase tomo tapa na cara do despertador, no sábado eu acordo sozinho. cedo. disposto. animado. pronto pra tomar café e fazer o que qualquer pessoa normal e sã faria: voltar a dormir.…
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dia 16/365.
ah, a sexta-feira. até o cheiro parece diferente. mas a previsão era chuva e adivinha quem veio? a temida. e claro, inundou a casa inteira de novo. não tinha como resolver o telhado de um dia pro outro e ainda mais chovendo. eu já havia aceitado esse destino. estava mais preocupado em conseguir ir do…
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dia 15/365.
me tirar do sério tem sido realmente cada vez mais difícil. não que eu tenha atingido algum tipo de nirvana existencial. muito pelo contrário, minha mente continua caótica. mas eu tenho aprendido, a cada dia que passa, que existem coisas que estão além do meu controle. o dia foi o típico dia ok. nem pra…
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dia 14/365.
muita gente reclama da segunda. eu aprendi a reclamar da quarta. porque na quarta, tudo parece distante. o final de semana que passou é uma lembrança. o próximo é uma esperança. mas a vida não acontece só nos finais de semana. e esse é o ponto. não dá pra levar a vida esperando às sextas-feiras.…
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dia 13/365.
como as pessoas enxergam a chuva? quem assistiu aquele filme parasita provavelmente vai entender o que eu quero dizer. ou seja, nada é o mesmo porque tudo depende da ótica de quem vê. da perspectiva. até a chuva. o dia acordou assim, chovendo. meio frio. meio melancólico. aquele tipo de manhã que dá vontade de…
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tudo passa.
tudo acaba. é verdade. tudo mesmo. a vida é finita, e as dores e alegrias também. nada dura para sempre. mas a gente insiste em acreditar que os problemas são eternos, que as dívidas vão se arrastar até o fim dos tempos, que o aperto no peito nunca vai embora. só que tudo tem um…
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a falsa promessa do ínicio de ano (´´ano novo,eu velho).
todo ano é a mesma coisa: janeiro chega com aquela energia de vendedor de curso motivacional. promete mudança, prosperidade, paz interior e um corpo definido que, convenhamos, só aparece na montagem mental que a gente faz. eu sempre caio no golpe. sempre. começo acreditando que, por algum motivo místico, espiritual ou simplesmente teimoso (eu sou…
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como o celular virou um apocalipse portátil.
hoje em dia eu tenho quase certeza de que o celular não é mais um aparelho eletrônico. é um pequeno apocalipse portátil, sempre pronto para explodir na palma da minha mão. porque, sinceramente, notificação não é lembrete: é ameaça. cada vibração é uma microcrise anunciada. às vezes eu penso que viver sem celular seria libertador,…
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tudo passa.
outro dia me disseram que eu mudei. não sei se era elogio ou crítica, mas apenas sorri e segui em frente. não perguntei “para melhor ou para pior?” porque, no fundo, não importa. o mundo também mudou e nem por isso fiquei questionando o mundo. talvez tenha sido ele que me mudou. tanta coisa se…