Categoria: 2026
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dia 15/365.
me tirar do sério tem sido realmente cada vez mais difícil. não que eu tenha atingido algum tipo de nirvana existencial. muito pelo contrário, minha mente continua caótica. mas eu tenho aprendido, a cada dia que passa, que existem coisas que estão além do meu controle. o dia foi o típico dia ok. nem pra…
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dia 14/365.
muita gente reclama da segunda. eu aprendi a reclamar da quarta. porque na quarta, tudo parece distante. o final de semana que passou é uma lembrança. o próximo é uma esperança. mas a vida não acontece só nos finais de semana. e esse é o ponto. não dá pra levar a vida esperando às sextas-feiras.…
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dia 13/365.
como as pessoas enxergam a chuva? quem assistiu aquele filme parasita provavelmente vai entender o que eu quero dizer. ou seja, nada é o mesmo porque tudo depende da ótica de quem vê. da perspectiva. até a chuva. o dia acordou assim, chovendo. meio frio. meio melancólico. aquele tipo de manhã que dá vontade de…
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como o celular virou um apocalipse portátil.
hoje em dia eu tenho quase certeza de que o celular não é mais um aparelho eletrônico. é um pequeno apocalipse portátil, sempre pronto para explodir na palma da minha mão. porque, sinceramente, notificação não é lembrete: é ameaça. cada vibração é uma microcrise anunciada. às vezes eu penso que viver sem celular seria libertador,…
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dia 12/365.
quanto tempo o tempo tem, se o tempo não soubesse quanto tempo tem? isso deveria ser um diário. será? já nem eu sei. mas um projeto de um texto por dia. e hoje eu fiquei pensando na conversa que eu tive com a isabel. sobre o tempo. e essa frase tem ficado na minha cabeça.…
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dia 11/365.
voltar pra casa também é uma forma de descanso. não o descanso do corpo, mas aquele que encaixa tudo de novo no lugar certo. a viagem foi boa. necessária. deu respiro, deu perspectiva. mas existe algo muito específico em voltar. reconhecer os caminhos. abrir a porta. sentir o cheiro conhecido. deixar a mala num canto…
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dia 10/365.
alguns problemas a gente afoga em água de coco e esconde na areia. deixa as ondas levarem e finge que eles não existem. não por muito tempo, mas por que não por hoje? existem dias que não pedem grandes reflexões. pedem silêncio. calma. um certo acordo temporário com a própria cabeça. não é jogar a…
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dia 9/365.
o dia 9 amanheceu diferente. não porque os problemas desapareceram, mas porque, pela primeira vez em dias, eles não foram a primeira coisa em que eu pensei ao abrir os olhos. no dia anterior, algumas soluções começaram a aparecer. nada milagroso, nada fácil. mas o suficiente pra dar respiro. acordei em ilhabela, sol forte, calor…
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dia 8/365.
o que eu falei? a esperança sempre dá um jeito. a fé sempre vence de alguma forma. nos 45 minutos do segundo tempo, o sol aparece. tímido entre as nuvens, mas já joga um pouco de luz. os problemas, acostumados à escuridão, começam a se esconder, assustados. não ganhei a guerra, mas algumas batalhas começam…
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dia 7/365.
se o dia 6 foi pesado, o 7 pareceu uma bomba jogada no meu colo. e não era bem figura de linguagem. eu realmente senti como se tudo explodisse em cima de mim. ainda havia a esperança do dia anterior, mas ela foi sendo soterrada aos poucos. devagar. como quem não tem pressa nenhuma de…