Categoria: 2026

  • dia 13/365.

    como as pessoas enxergam a chuva? quem assistiu aquele filme parasita provavelmente vai entender o que eu quero dizer. ou seja, nada é o mesmo porque tudo depende da ótica de quem vê. da perspectiva. até a chuva. o dia acordou assim, chovendo. meio frio. meio melancólico. aquele tipo de manhã que dá vontade de…

  • como o celular virou um apocalipse portátil.

    hoje em dia eu tenho quase certeza de que o celular não é mais um aparelho eletrônico. é um pequeno apocalipse portátil, sempre pronto para explodir na palma da minha mão. porque, sinceramente, notificação não é lembrete: é ameaça. cada vibração é uma microcrise anunciada. às vezes eu penso que viver sem celular seria libertador,…

  • dia 12/365.

    quanto tempo o tempo tem, se o tempo não soubesse quanto tempo tem? isso deveria ser um diário. será? já nem eu sei. mas um projeto de um texto por dia. e hoje eu fiquei pensando na conversa que eu tive com a isabel. sobre o tempo. e essa frase tem ficado na minha cabeça.…

  • dia 11/365.

    voltar pra casa também é uma forma de descanso. não o descanso do corpo, mas aquele que encaixa tudo de novo no lugar certo. a viagem foi boa. necessária. deu respiro, deu perspectiva. mas existe algo muito específico em voltar. reconhecer os caminhos. abrir a porta. sentir o cheiro conhecido. deixar a mala num canto…

  • dia 10/365.

    alguns problemas a gente afoga em água de coco e esconde na areia. deixa as ondas levarem e finge que eles não existem. não por muito tempo, mas por que não por hoje? existem dias que não pedem grandes reflexões. pedem silêncio. calma. um certo acordo temporário com a própria cabeça. não é jogar a…

  • dia 9/365.

    o dia 9 amanheceu diferente. não porque os problemas desapareceram, mas porque, pela primeira vez em dias, eles não foram a primeira coisa em que eu pensei ao abrir os olhos. no dia anterior, algumas soluções começaram a aparecer. nada milagroso, nada fácil. mas o suficiente pra dar respiro. acordei em ilhabela, sol forte, calor…

  • dia 8/365.

    o que eu falei? a esperança sempre dá um jeito. a fé sempre vence de alguma forma. nos 45 minutos do segundo tempo, o sol aparece. tímido entre as nuvens, mas já joga um pouco de luz. os problemas, acostumados à escuridão, começam a se esconder, assustados. não ganhei a guerra, mas algumas batalhas começam…

  • dia 7/365.

    se o dia 6 foi pesado, o 7 pareceu uma bomba jogada no meu colo. e não era bem figura de linguagem. eu realmente senti como se tudo explodisse em cima de mim. ainda havia a esperança do dia anterior, mas ela foi sendo soterrada aos poucos. devagar. como quem não tem pressa nenhuma de…

  • dia 6/365.

    sim, tem dias que são pesados, estranhos, difíceis. são como bater à porta e ninguém atender. tentar abrir e descobrir que ela está fechada. trancada por dentro. é atravessar um corredor vazio. a luz no fim do túnel, é um trem. mas existe uma fé. algo incontrolável parecendo uma vela que não se apaga. e…

  • dia 5/365.

    esse dia 5 de janeiro, quinto dia do meu diário, foi… dá pra definir? meu deus, foi o caos. tudo fora de lugar. voltar à rotina é igual fazer uma faxina numa casa abandonada por 27 anos. e olha que se passaram só duas semanas. só que com um detalhe importante: eu fiz muita coisa.…