Categoria: vida
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ser leve não é ser raso.
tem pessoas que entram num ambiente e, sem dizer muita coisa, mudam o ar. gente que sorri com verdade, que escuta com presença, que não se apressa em julgar. são leves. e por serem leves, às vezes são mal interpretadas. confundidas com quem não sente, com quem não pensa, com quem vive na superfície. mas…
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a urgência de viver o agora.
todo mundo acha que vai viver de verdade quando tudo estiver no lugar. quando sobrar tempo, quando vier a calmaria, quando os boletos estiverem pagos, quando a cabeça estiver leve. só que a vida não espera. ela acontece no meio do caos mesmo. no entre. no durante. a gente romantiza o depois e esquece que…
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sob pressão.
ninguém cresce na facilidade. eu sei, soa clichê, mas é verdade. é a velha história do diamante e do grafite. feitos do mesmo material, da mesma essência. o que os separa? a pressão. o diamante só existe porque suportou o peso do tempo, o calor sufocante, a transformação inevitável. sem isso, seria apenas um pedaço…
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o que sobra depois.
ninguém fala muito sobre o depois. falam do fim, da dor, do rompimento. mas ninguém fala sobre o que sobra. sobre o que fica ali, espalhado pela casa, pela pele, pelos pensamentos. o depois não é o fim, é a continuação silenciosa dele. é o eco da ausência, o som abafado de tudo que não…
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as coisas que não couberam
ninguém vê o que a gente esconde pra caber. o que a gente engole, dobra, silencia. tem partes nossas que foram ficando pelo caminho, porque não encaixavam, porque incomodavam, porque eram demais pra alguém. e, aos poucos, a gente vai se apertando em versões menores de si mesmo, tentando fazer parecer que tá tudo certo.…
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tem coisa que só o corpo ensina.
você pode ouvir mil vezes que a vida é frágil, que tudo pode mudar de uma hora pra outra, que saúde é o que importa. mas só acredita mesmo quando sente. quando o corpo treme de febre, os ossos doem como se carregassem um passado inteiro e o ar falta. quando até levantar da cama…
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ninguém ensina a voltar.
ninguém ensina a voltar. a sair de um lugar que você nem viu que entrou. a se reconhecer depois de meses (ou anos) sendo o que esperavam de você. a perceber que, em algum ponto do caminho, você se perdeu de si mesmo e não sabe mais onde foi parar. não tem manual pra isso.…
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todas as fases de um jogo.
você já jogou um vídeo game? ou um jogo no celular? acho que quase todo mundo já jogoue todo mundo sabe, ou deveria saber, que todo jogo tem fase. tem umas que são fáceis, você passa rápido, tranquilo. tem umas que você demora, às vezes dias. você fica lá preso, tentando, até conseguir. algumas fases…
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tropeço.
“don’t become who hurt you” Por essas e outras e por ter te trombado na vida é que eu acho que a gente precisa parar com essa mania de se apegar. Tá na hora de voltar a andar com a guarda em alta, sem baixar, sem deixar alguma brecha pr’aquela pessoa super interessante…
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dia 29
O final só existe, quando você desiste. — Matt Oliveira. Não dá, eu tentei e é sério isso. Eu fiquei na penumbra dos meus dias procurando o botão que desligava isso tudo. Que desligava você e não achei. E olha a contradição: nessa busca de te apagar, eu te acendi! Acabei conhecendo…