Tag: vida
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a beleza de não ser o que esperavam.
desde cedo, a gente aprende a se encaixar. a falar do jeito certo, a agir do jeito esperado, a esconder tudo o que pode incomodar. a vida vai virando uma sequência de performances, e a gente vai se perdendo no meio do script. um roteiro que nunca foi nosso, mas que a gente segue pra…
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o tempo não cura, ele revela
a gente cresce ouvindo que o tempo cura tudo. mas a verdade é que o tempo, sozinho, não faz milagre. ele não apaga, não corrige, não transforma. o que o tempo faz — e faz muito bem — é revelar. mostrar o que era de verdade. o que foi laço e o que era só…
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você não precisa estar pronto pra começar.
ninguém tá. essa é a verdade que ninguém conta. a gente acha que os outros começaram porque estavam prontos, mas não estavam. eles só foram. com medo, com dúvida, com tudo tremendo por dentro. foram porque esperar demais esgota. porque tentar prever tudo cansa. porque tem horas que ou você se joga, ou se afunda…
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não existe evolução sem atravessar o incômodo.
todo processo de transformação começa com um desconforto. uma sensação de que algo não encaixa mais, que a vida anda apertada, que a alma está pedindo por algo que ainda não tem nome. é um incômodo silencioso no início, mas que vai crescendo. vai invadindo os espaços. vai te fazendo olhar para aquilo que você…
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o que ainda não se encaixou.
às vezes a gente sente uma dor e, além da dor em si, vem junto a frustração de não entender por que aquilo aconteceu. e o problema maior nem é a ferida — é esse vazio ao redor dela, essa tentativa insistente de dar sentido a algo que simplesmente… aconteceu. nessas horas, surgem os porquês.…
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não somos árvores – podemos nos mover.
às vezes, a gente fica parado num lugar que já não faz mais sentido. numa rotina que sufoca, num relacionamento que desgasta, num emprego que só consome. e, mesmo assim, permanece. porque mudar dá medo. dá trabalho. dá insegurança. só que a gente esquece de uma coisa simples: não somos árvores. não temos raízes presas…
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ser leve não é ser raso.
tem pessoas que entram num ambiente e, sem dizer muita coisa, mudam o ar. gente que sorri com verdade, que escuta com presença, que não se apressa em julgar. são leves. e por serem leves, às vezes são mal interpretadas. confundidas com quem não sente, com quem não pensa, com quem vive na superfície. mas…
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a urgência de viver o agora.
todo mundo acha que vai viver de verdade quando tudo estiver no lugar. quando sobrar tempo, quando vier a calmaria, quando os boletos estiverem pagos, quando a cabeça estiver leve. só que a vida não espera. ela acontece no meio do caos mesmo. no entre. no durante. a gente romantiza o depois e esquece que…
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sob pressão.
ninguém cresce na facilidade. eu sei, soa clichê, mas é verdade. é a velha história do diamante e do grafite. feitos do mesmo material, da mesma essência. o que os separa? a pressão. o diamante só existe porque suportou o peso do tempo, o calor sufocante, a transformação inevitável. sem isso, seria apenas um pedaço…
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o que sobra depois.
ninguém fala muito sobre o depois. falam do fim, da dor, do rompimento. mas ninguém fala sobre o que sobra. sobre o que fica ali, espalhado pela casa, pela pele, pelos pensamentos. o depois não é o fim, é a continuação silenciosa dele. é o eco da ausência, o som abafado de tudo que não…