Você é aquela pessoa que eu conversaria por horas e não me cansaria. É aquela pessoa que eu ligaria mesmo depois de uma briga e pediria desculpa, até mesmo se o erro não fosse meu. É aquela pessoa que eu não suportaria ver ou fazer sofrer.
—  Pabline Oliveira.

       Engraçado a minha visão a teu respeito, né? Sempre foi assim. Desde o primeiro dia em que te vi, foi instantâneo. Mágico. Mas já escrevi demais sobre isso e você já deve estar cansado de saber.
      Acho que estou abandonando velhos hábitos. A tua playlist, por exemplo, já não consigo mais escutar por horas como antes. Músicas que me faziam lembrar de você agora eu pulo quando começam a tocar. Voltamos naquele momento em que eu acho que estou conseguindo começar a largar a mão. Esquecer. A merda é que isso nunca dura muito. Quando eu acho que consegui, que ficou para trás, eu acabo vendo que, percebendo isso, eu estou lembrando. E fico pensando: mas que caralhos de moleque. Porque isso acontece? Bom, você sabe que nem todas as perguntas da vida tem resposta, né?
      Até há algum tempo, eu costumava pensar como seriam os lugares na tua presença. Tipo assim, como seria esse jantar se ele estivesse aqui comigo. No meu aniversário eu esperei. Esperei durante um bom tempo. Eu não sei porque, mas eu ficava com uma dubiedade dentro de mim gigantesca. Parte tinha certeza que, como sempre, você não iria aparecer, e outra parte com uma esperança enorme que dizia: ah, ele vem sim, você vai ver. E tudo vai ser diferente. Não, nada foi diferente. Tudo continuou como sempre foi, desde o começo.
       Como você consegue? Uma hora diz que o fato de eu ser infinito te fascina, no outro você simplesmente desaparece sem deixar rastros. Gente, eu sei o que é uma vida corrida, já trabalhei em campanha política, eu mal conseguia respirar, não tinha nem vida social, mas você tem. Por mais corrida, nós dois sabemos que você tem. Então cadê aqueles 2 minutos mais que suficientes pra mandar uma mensagem? Um email qualquer dentro do metrô? Eu fiz um texto sobre isso, e te mandei, lembra? Acho que foi um dos textos mais bonitos que eu já fiz. Inclusive eu acredito que eu vá repetir uns dois ou três textos porque olha, eu tenho certeza que eu me superei neles. Mas adianta me superar nos textos e não te superar? Você é a razão dos textos. Você É os meus textos. Mas a indiferença vai vindo aos poucos, você sabe. Conhece a frase: “quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta”. E tá deixando… lentamente.
       O problema central de tudo isso é: eu não quero. Não quero a indiferença, não quero que você desapareça ou se torne uma marca do passado. Você é a pessoa que eu não me cansaria. Eu mal consigo brigar com você! Eu ainda quero ser a cerveja no final do dia de trabalho estressante, o abraço, o beijo antes de dormir. Talvez, e repito isso, eu seja o teu futuro, mas o futuro começa no presente, então seja meu presente.

c.e.


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