
a minha psiquiatra é brilhante. sério mesmo. uma senhora maravilhosa. mas passar com ela é um teste de paciência. horas e horas de atraso. eu entendo. a consulta dela não tem pressa, nem relógio. minha primeira consulta durou duas horas. dessa vez, precisei remarcar da primeira. na segunda deu certo.
eu já não andava muito bem e andei tendo umas crises nesse espiral de ansiedade e depressão. receita na mão, comprei os remédios. hora de estrear. comecei ontem. e plaft. bateu.
primeiro dia com os remédios novos. mexeu na dose, acrescentou um, mudou outro, enfim. não fiquei dopado, mas sair da cama foi mais difícil do que o normal. tudo bem que eu fui dormir às 4h15 da manhã por culpa do livro “a empregada”, que é simplesmente brilhante. mas isso, sozinho, não explica o grude na cama.
almocei no clube com o marido, mãe e amigos. apesar de que “almoçar” seja uma palavra forte. eu comi um filé de frango. trocar de remédio tem dessas. ele te acerta, mas antes te bagunça inteiro. e você precisa ir sabendo disso.
depois tentei ficar o máximo possível na horizontal. funcionou por um tempo. nem tudo são flores. em algum momento eu precisaria fazer o jantar. pela minha mãe, para a minha mãe. desisti. pedi ifood.
fiquei brincando com as esfihas de um lado pro outro, como se fossem aqueles discos que você joga na praia. não foi exatamente isso, porque seria estranho fazer isso na sala de jantar. mas acho que deu pra entender a ideia.
no fim, foi só um dia de adaptação. meio torto, meio cansado, meio fora do eixo. daqueles que a gente diz: fiz o que deu e ainda fiz sorrindo. mas, nesse caso, eu acho que fiz sem sorrir mesmo. e tá tudo bem.
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