dia 62/365.



eu não sei muito bem o que dizer sobre o dia de hoje. foi um dia… razoável. não aconteceu nada extraordinário, nada digno de virar história ou capítulo especial dentro desse pequeno projeto de registrar a vida em 365 pedaços. foi só um dia.

os problemas no trabalho continuam. na verdade, continuam exatamente como estavam ontem e provavelmente ainda estarão amanhã. esse tipo de coisa não se resolve com a virada do calendário. mas também percebi que nem tudo na vida se resume a isso. às vezes parece que sim, principalmente quando a cabeça insiste em girar em torno das mesmas preocupações. mas no meio disso tudo ainda existem outras coisas.

eu ainda consigo sorrir em alguns momentos. ainda consigo escrever. ainda consigo me distrair com pequenas coisas, mesmo que seja só por alguns minutos. ou pelo menos tentar. às vezes a tentativa já conta.

e aí eu fico pensando se um dia de diário precisa necessariamente ter um tema. alguma grande reflexão, algum acontecimento marcante, alguma conclusão que justifique a página. mas é um diário, afinal. talvez a única exigência seja existir. registrar o que foi, mesmo que o que foi pareça pouco.

talvez o perigo seja justamente começar a achar que cada dia precisa entregar alguma coisa especial. como se a vida tivesse obrigação de produzir material interessante o tempo todo. e a verdade é que a maioria dos dias não é assim. a maioria dos dias é feita de pequenas continuidades. de problemas que seguem ali, de coisas que não se resolvem imediatamente, mas também de pequenas pausas onde a gente respira.

então o dia 62 foi isso. nada grandioso. nada particularmente dramático. só um dia em que os problemas continuaram existindo, mas eu também continuei existindo junto com eles.


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