dia 100/365.



é o que eu falei ontem. as coisas podem até não explodir… mas eu tenho quase certeza de que certos problemas têm um faro melhor do que cachorro em aeroporto. ou tipo ex que você jura que hackeou o seu celular e sabe exatamente quando você está começando a ficar bem de novo. porque não falha. é impressionante. parece que existe algum tipo de radar invisível que apita assim: ah, ele está tranquilo? ótimo, vamos lá causar um pouco.

e aí vem aquela sensação de que você estava avançando e, de repente, volta. dois passos pra trás, um pra frente. aquele movimento meio ingrato que dá a impressão de que nada nunca engrena de verdade. como se a vida estivesse sempre ajustando alguma coisa pra não deixar você confortável demais.

mas aí eu fiquei pensando… será que é isso mesmo?

será que os problemas aparecem mais quando as coisas estão bem, ou eles simplesmente nunca vão embora e a gente só muda o foco? porque talvez eles estejam sempre ali, rodando em segundo plano, enquanto em alguns momentos a gente está mais ocupado vivendo e, em outros, mais disponível pra se preocupar.

talvez não seja que piorou. talvez eu só esteja olhando mais.

ou então tem a outra possibilidade, que é quase irritante de tão repetida, mas que, no fundo, faz algum sentido: e se tudo isso for aprendizado? não no discurso bonito, motivacional, que resolve tudo. mas na prática meio caótica mesmo, em que você vai entendendo na marra, errando, voltando, tentando de novo, sem muito controle sobre o ritmo.

se for isso, eu só tenho uma dúvida bem honesta.

em quantos workshops deus já me inscreveu sem me avisar?

porque, sinceramente, tem hora que parece um cronograma completo. aula prática, teórica, intensiva, imersiva, sem opção de cancelamento. e eu aqui querendo saber se tem como trocar de módulo, matar uma aula ou, sei lá, trancar esse curso por um tempo e tirar um ano sabático numa praia qualquer.

não precisa nem ser definitivo.

só um intervalo mesmo.


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