dia 108/365.



almoçamos no japonês. minha mãe comeu super bem, daquele jeito que faz a gente sorrir sem precisar comentar nada. e isso me deixa mais feliz do que eu posso até escrever. passar tempo com ela e ver ela assim… não tem preço.

mas o dia guardou uma coisa melhor pra mais tarde.

às 21h eu liguei pra alê.

a alê é minha amiga, psicóloga, mora em campinas. duas horas daqui. e eu liguei às 21h de um sábado sem nenhum plano específico, sem nenhuma urgência real, só com aquela vontade vaga de falar com ela. e no meio da conversa saiu um “vem cá”.

e ela veio.

duas horas de estrada. às 21h. sem aviso prévio. sem planejamento nenhum.

e sabe o que eu penso sobre isso? que tem uma certa magia em pessoas assim. nas que falam sim antes de pensar muito. nas que não precisam de uma semana de antecedência, de agenda verificada, de tudo organizado. as que simplesmente… vão.

eu sou assim também. e talvez seja por isso que a gente se entende tão bem. dois loucos no mesmo canal, tomando decisões improváveis com uma naturalidade desconcertante.

e olha, eu poderia ficar aqui falando sobre planejamento, sobre como é importante ter estrutura, sobre rotina e organização. eu até acredito nisso, de verdade. mas existe também o outro lado. o lado que a vida reserva pra quando você larga o controle por um segundo.

as coisas mais bonitas que já vivi não estavam na agenda.

não tinham horário marcado, não tinham confirmação de presença, não tinham plano b. elas simplesmente apareceram porque alguém disse sim na hora errada, no horário improvável, sem calcular muito.

e a alê apareceu aqui quase 1h da manhã com aquela energia de quem fez exatamente o que queria fazer.

às vezes é isso que a vida pede. não plano. não controle. só a coragem de ligar pra alguém às 21h e ver o que acontece.


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