dia 189/365.



a sinusite chegou no auge.

e quando eu digo auge, eu quero ser preciso sobre a escala que estou usando. não é um auge de desconforto leve, não é um auge de “ah, que chato”. é o tipo de auge em que você acorda e sente que foi atropelado por um caminhão cegonha durante a noite. especificamente um cegonha. não qualquer caminhão. o cegonha tem um tamanho específico, e é exatamente essa a sensação.

fiz outro vídeo no instagram avisando que eu ainda não tinha morrido. o “ainda” era importante. ele deixava a questão em aberto, o que me pareceu honesto dado o contexto.

e então tomei antibiótico.

não foi uma decisão rápida. fiquei a tarde inteira pesando os prós e contras, avaliando a situação, considerando se realmente era necessário. era. claramente era. a situação gritava que era. mas eu precisava chegar nessa conclusão no meu próprio tempo, do meu próprio jeito, sem que ninguém me apressasse.

consegui a receita. jamais vou revelar minhas fontes. é uma informação que levo comigo pro túmulo, ou pelo menos até a sinusite passar, o que esperançosamente acontece antes.

comprei o antibiótico só no final da tarde. o dia tinha sido de trabalho mesmo assim, porque sinusite não é motivo suficiente pra o mundo parar, infelizmente. mas na hora de ir à farmácia eu fui com aquela energia de missão cumprida, de quem sabe que chegou a hora e não tem mais o que adiar.

tomei o remédio.

e agora é só esperar. eu sou escolado em sinusite, em dor de garganta, em infecções do trato respiratório superior em geral. sei como isso funciona. o antibiótico vai fazer o que precisa fazer, o corpo vai colaborar na medida do possível, e em algum momento nos próximos dias eu vou acordar e perceber que o caminhão cegonha foi embora.

até lá, o instagram continua sendo atualizado com boletins médicos regulares. é o mínimo que eu posso fazer pela minha “audiência”.


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