
tem dias que a diferença não vem de fora. não é uma notícia boa, não é um problema resolvido, não é nada que você consiga apontar com precisão e dizer: foi isso. foi aqui que mudou.
é uma sensação. e ela chega antes de qualquer explicação.
terça começou assim. com alguma coisa diferente no ar. mais leve. daquele jeito que você sente no corpo antes de processar na cabeça. e o curioso é que não era só em mim. era mais amplo do que isso. como se o ambiente inteiro tivesse decidido, sem avisar, respirar de outro jeito.
e aí eu entendi.
minha mãe estava bem. genuinamente bem. mais alegre, mais leve, com uma energia que, quando ela aparece, muda tudo ao redor. porque ela tem esse poder. não sei se ela sabe o quanto tem, mas tem. a vibração dela alcança os cantos da casa, as conversas, o ritmo do dia. quando ela está bem, algo em tudo parece colaborar. quando não está… bom, isso é assunto pra outro dia.
e foi nesse clima que a terça aconteceu. algumas coisas deram errado, claro. sempre dão. mas parecia que nada tinha peso suficiente pra desabar. como se a fé tivesse ficado mais fácil de sustentar, mais natural, menos esforço. é impressionante como energia funciona assim. quando ela está alta, os problemas continuam existindo, mas perdem o protagonismo. você resolve, segue, não carrega.
eu falo tanto de vibração, de energia, de fé, que às vezes me pergunto se estou repetindo demais. mas aí vem um dia como esse e eu entendo por que continuo falando. porque não é teoria. não é discurso. é coisa que acontece, que se sente, que muda o curso de um dia inteiro sem pedir permissão.
e quando você vive isso de verdade, fica difícil não falar.
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