
tem dias que ficam. não porque foram perfeitos, não porque tudo saiu exatamente como planejado, mas porque deixaram alguma marca. alguma certeza nova. algo que, antes de acontecer, você não sabia exatamente que precisava.
hoje foi um desses dias.
teve um evento do rotary aqui em mauá. premiação dos profissionais do ano, daqueles que fizeram diferença em 2025. e, de algum jeito que ainda me parece levemente surreal, eu estava entre eles. ganhei na categoria de marketing e mídias.
mas antes de subir… meu deus.
me deixaram quase por último. e cada nome chamado antes do meu era um novo ciclo de ansiedade começando do zero. o coração já não estava mais no peito, estava em algum lugar entre a garganta e o teto do salão. eu tremia. eu realmente achei, em alguns momentos, que não ia conseguir. que ia desmaiar antes de chegar ao microfone, ou pior, no meio do discurso.
eu tinha um texto escrito. tentei decorar. não consegui. e, quando percebi que a decoreba não ia funcionar, fiz a única coisa que restava: interiorizei o que eu queria dizer de verdade e deixei sair do jeito que saísse.
saiu do meu jeito.
e as pessoas sentiram. eu via nas expressões, no silêncio atento, nas reações que não precisam de explicação. e depois, quando desci do palco, vieram falar comigo. não por obrigação, não por cortesia social. vieram de verdade. assim como aconteceu no dia da luiza trajano. assim como parece acontecer sempre que eu me permito falar com honestidade, sem roteiro, sem performance. só com a minha verdade e minha alma.
e aí eu percebi uma coisa que talvez eu já soubesse, mas que hoje ficou muito mais clara.
quando eu falo, as pessoas escutam. quando eu me conecto de verdade com o que estou dizendo, isso chega em quem está ouvindo. não é vaidade, não é autoelogio. é só uma observação honesta sobre algo que parece funcionar em mim de um jeito que eu ainda estou aprendendo a entender.
talvez eu precise de mais disso.
falar. com as pessoas. de verdade. sem o nervosismo me convencer antes que eu não vou conseguir.
porque hoje eu consegui.
e o troféu é bonito, claro. mas o que fica mesmo é outra coisa. é a certeza de que, quando eu me permito ser exatamente o que eu sou, sem filtro e sem decoreba, algo acontece.
e esse algo vale muito mais do que qualquer prêmio.
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