
tem dias que chegam com as duas mãos. uma abre, a outra fecha. e você aprende, com o tempo, a não estranhar isso.
hoje foi assim.
teve coisa que não deu certo. uma daquelas situações em que tudo parecia encaminhado, a empolgação já estava instalada, a possibilidade já tinha ganhado forma na cabeça, e então… não. simples assim. não era pra ser.
e sabe o que eu aprendi a fazer com isso? respirar. só isso. sem drama, sem espiral, sem ficar repassando o que poderia ter sido diferente. porque quando algo não se encaixa, por mais que pareça perfeito no papel, existe uma razão. nem sempre a gente entende na hora. quase nunca, na verdade. mas o tempo tem esse costume de mostrar que o que escapa das nossas mãos quase sempre estava abrindo espaço pra outra coisa.
o que não é pra ser, simplesmente não é. e tem uma paz enorme em conseguir acreditar nisso de verdade.
mas o dia não parou aí.
porque teve também o outro lado. o lado em que o caminho não se abre sozinho, em que nada facilita, em que você olha pra frente e pensa: não vai dar. e vai lá do mesmo jeito. na força, no improviso, na teimosia saudável de quem decidiu que o dia vai valer alguma coisa.
e vale. quase sempre vale.
acho que é isso que ninguém conta sobre os dias difíceis: eles não são difíceis o tempo todo. eles têm momentos que fecham e momentos que abrem. e a arte não é evitar os que fecham. é não deixar que eles convençam você de que os que abrem não vão vir.
porque vêm.
hoje vieram.
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