
tem dias que não pedem explicação.
domingo. almoço em casa, tranquilo, com minha mãe e poucos amigos. daqueles almoços que não têm pauta, não têm hora pra acabar, não têm nenhuma obrigação disfarçada de encontro.
à tarde fomos ao centro. uma daquelas lojas estilo shopee, sabe? de tudo, sem pretensão nenhuma, e de alguma forma completamente divertida. tem uma leveza específica em andar por um lugar assim sem precisar de nada, só olhando, comentando, rindo de coisas que nem têm tanta graça assim mas têm porque o momento está certo.
de noite eu fiz hambúrgueres.
e ficamos ali, à mesa, comendo e conversando. minha mãe inclusa, claro. porque ela é parte disso tudo, dessas noites, desses momentos que parecem simples mas que eu já aprendi a não subestimar.
e olha, existe um tipo de descanso que não vem do sofá. não vem do silêncio, não vem de ficar deitado sem fazer nada. ele vem do riso fácil, da conversa que não vai a lugar nenhum e não precisa ir, da leveza de um dia que não cobrou nada de você.
esse tipo de dia recarrega de um jeito diferente. você não percebe enquanto está dentro dele. só percebe depois, quando vai dormir e nota que está bem. genuinamente bem. sem esforço, sem motivo grandioso, sem nada extraordinário que justifique.
só um domingo que foi exatamente o que precisava ser.
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