dia 113/365.



fiquei mais tempo em casa de manhã. não foi decisão muito pensada, foi o corpo pedindo.

porque eu ainda não estou bem. de verdade, sem romantizar, sem arredondar. não estou.

uma coisa que eu percebi ao longo do dia, e que me assustou um pouco, é que minhas mãos estão tremendo. e não é pouco, não é aquele tremor quase imperceptível de quem tomou café demais. é presente. constante. o corpo falando o que a cabeça ainda está tentando processar em silêncio.

voltei pra acupuntura. e pras terapias que algumas pessoas olham torto e eu não ligo. o holístico tem essa fama de coisa alternativa, de placebo pra quem acredita em cristal, mas eu sou honesto: tem funcionado. pelo menos pra enxaqueca, que já foi um problema muito maior do que é hoje.

e descobri umas orações de são bento.

não sei explicar direito o que acontece quando eu oro. nunca soube. mas tem alguma coisa que se move por dentro, que acalma, que organiza o que estava bagunçado. a fé sempre foi minha base, isso não é novidade pra quem me lê. mas tem momentos em que ela precisa de forma, de palavra, de ritual. e essas orações chegaram num momento certo e fizeram bem de um jeito que eu não sei racionalizar.

e tudo bem não saber racionalizar.

tem coisas que não precisam de explicação. precisam só de espaço pra existir e fazer o que vieram fazer.

o corpo treme. a alma busca o que a acalma. e a gente vai, do jeito que dá.


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