Categoria: 2026
-
o que precisa morrer em você.
ninguém gosta da sexta-feira. não dessa. a gente gosta da ideia da ressurreição, da luz, da vitória sobre a morte. gosta do domingo, da esperança restaurada, da sensação de que tudo vai ficar bem no final. mas a sexta-feira da paixão é incômoda, pesada, desconfortável, porque ela não tem milagre, ela tem dor. e talvez…
-
dia 88/365.
domingo foi lento. daquele tipo que não pede nada, não cobra nada, não exige versão nenhuma de você além da mais simples. eu e o john acordamos sem pressa, ficamos mais tempo do que devíamos na cama, descemos pro almoço ainda meio desligados, como se o dia tivesse começado sem avisar direito. a gente estava…
-
dia 87/365.
eu estou atrasado. e não é só no diário. é uma sensação mais ampla, meio difícil de explicar sem parecer drama, mas também difícil de ignorar como se fosse pouca coisa. eu olho pros dias passando e tenho a impressão de que estou sempre correndo atrás de algo que já foi. como se o tempo…
-
dia 86/365.
sexta foi uma montanha russa daquelas que você não escolhe entrar, mas quando percebe já está no meio do percurso, sem muito o que fazer além de segurar e ir. o dia começou bem, até leve, dentro do possível. aquela sensação rara de que talvez, só talvez, as coisas estivessem começando a entrar no lugar.…
-
dia 85/365.
dia 85/365 honestamente eu não sei exatamente o que acontece, mas parece que eu sou o mestre da autossabotagem. não de um jeito grandioso, dramático, digno de um filme. é uma coisa muito mais silenciosa, quase imperceptível, que vai acontecendo no detalhe, no cotidiano, nas pequenas decisões que ninguém vê, mas que no fim do…
-
dia 84/365.
tem dias que começam com uma promessa silenciosa de que as coisas vão se encaixar. aquele tipo de expectativa mais contida, mais realista, de quem só quer que o básico funcione. que as contas fechem, que o dia siga sem grandes desvios, que, pelo menos hoje, não tenha surpresa. e, por algum tempo, parece que…
-
dia 83/365.
eu estava no meio de um dia comum de trabalho quando recebi uma mensagem. nome, banco, número da conta, tudo certo. até a imagem de um cheque. meu cheque. emitido por mim, preenchido por mim, passado por mim. aquele tipo de coisa que, de tão correta, não levanta suspeita imediata. pelo contrário, quase te tranquiliza.…
-
dia 82/365.
segunda-feira sempre tem alguma coisa diferente. não sei explicar exatamente o que é, mas tem. talvez seja o peso simbólico de recomeçar, de olhar pra tudo de novo, de lembrar que a vida não pausou no final de semana. ela só deu um pequeno intervalo e já voltou exigindo escolhas, decisão, energia. e nem sempre…
-
dia 81/365.
se alguém esperava alguma coisa de mim nesse domingo, sinto muito. desprecise. entre acordar às 4h40 da manhã, dormir às 7h, acordar às 8h15 pra tomar café, voltar a dormir às 11h e depois acordar às 16h, eu acredito que não tenha sobrado muito tempo. nem ânimo. nem vontade de fazer absolutamente nada que não…